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12.1.13

De reconciliações.


- O que é isso na minha cozinha?! - ela praticamente gritou ao entrar em casa.
- Sua? - questionou Gustavo, erguendo uma sobrancelha e tentando evitar um sorriso.
- Sim, minha! Não é por morarmos juntos que você tem o direito de bagunçar tudo dentro dos meus domínios - Aila jogou as chaves sobre a mesa e tirou o casaco, colocando-o no encosto de uma das cadeiras.

25.12.12

De princesas e seus castelos.



Para mim, aquele era o pior Natal que já havia existido. Respirando fundo, tentei levantar-me da cadeira, mas minhas pernas falharam bruscamente outra vez.
- Calma.
Escutei sua voz, mas não me virei para encará-lo. Escutá-lo era suficiente. Mas então ele segurou minha mão e afastou minha franja do rosto com suavidade. E eu me senti desabar. Apenas ouvi-lo estava longe de ser o bastante. E aquele precisar infinito me amedrontava.

19.12.11

Aila.



Coloquei o último enfeite e ajeitei a última lâmpada. Com um suspiro de alívio, me afastei alguns passos e comecei a observar minha árvore com olhos críticos. Por ser a primeira vez em trinta e quatro anos de vida que eu tinha a responsabilidade de montar a árvore de Natal, o nível mais alto a que minha esperança se atrevia a chegar era de que a árvore ficasse ao menos de pé depois que eu terminasse.